domingo, 17 de fevereiro de 2019

Tritão.


Nos olhos o profundo mistério,
Que nos da donzela fica critério,
Fascínio a ser tomada,
A encantar a desavisada,
Por vir de mundo tão oculto,
Do sentimento perder-se por tumulto,
Pela tal beleza e imenso encanto,
Que a ele entrega-se por belo canto,
Não importa-se de afogar,
Já fora naufragada a amar,
Perderá de si a razão,
Pelo rapaz afogada à paixão.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Canto I.

Não me negue a tua única palavra,
Se poderes me dizer sem as palavras vãs,
Sem culpas, mentiras e sem paixões,
Oh minha amada, fale-me da alma.
Não ti esqueças de teu coração e de Ti mesma.
Abençoe este mundo com tua Palavra sem demora.
Fala no silêncio.
Voz do Coração.
Sem abrir os lábios se comunica,
Deixa a pegada sem o pisar.
Pois nunca fora além do que é sempre,
E nunca será além do que é eternamente,
Mas o que é não se vê,
Pois é reminiscência da Unidade,
Sendo tu o agora.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Aion Phanes.

Além da cintura a escamosa serpente,
Retorcendo à espiral segredo corrente,
Dos signos e deuses o rodopio a influência,
Aos entendidos de mistérios as consequências,
Significantes aos olhos serem fantasmagóricos,
Mas manifestos em tais eventos cronológicos,
Na aurora reminiscência na ruína,
Da glória carrega pretexto da sina,
Findando-se agora este tal evento,
Revelação a transparecer no exato momento.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Meditações VII.

VII.
Tanto impressiono-me por tanto conseguir prender-me a meu próprio ego, nesta visão distorcida e corruptível de mim mesmo, sei em verdade que tudo o que faço, sempre me renega a verdadeira natureza. Tanta é a dor que me ocasiona meus desejos, meus caprichos e vontades, estranho que são no silêncio da solidão que as cometo, deliberado em suor e lágrima, diminuindo-me da face o brilho e do corpo o ânimo, em longos suspiros desfaleço em pensamentos turbulentos que se baseiam no remorso do prazer.
São pensamentos e verdades que se correlacionam, rodopiando em minha imaginação e por tanta raiva que se inflama no meu coração, por muito não consigo entender como podem mudar-se em formas o prazer à dor, como pode-se o Animal EU  ser tão rapidamente repreendido pelo Divino EU. Me parece que Zeus lança seu julgamento como um trovão a tocar a face da terra, onde o estrondo do mover de seu poder, dilata-se e reverbera, vindo do mundo das ideias ao mundo ilusório que tudo transita, onde por momento pareço-me abraçado com doçura pelo cosmos e me desvinculo, caindo-me no corpo humano deste reino transitório. Sou daqueles que acredita que infelizmente da dor, devemos no possível transformar-la em beleza e força, coordenando em agitações que se forçam a encontrar um propósito seja em alguma providência divina ou mesmo tudo servindo ao propósito de harmonizar-se a natureza.
Mas para que isto não somente seja fúnebre, ouça-me meu ouvinte, que todas as vezes em minha mente caiu de meu local agradável, onde meu coração leve torna-se pesaroso e doloroso, tento-me por meu próprio modo encontrar Afrodite e assim doar meus dias a esta bela senhora. Que as musas inspirem minhas palavras, que os anjos me ajudem a servir ao Criador e os budas das muitas direções me ensinem, que Rá em sua carruagem celeste novamente abençoe-me com sua luz este pobre mortal que por tanto esquece-se de agir como um servidor da humana alma. Que nestes dias tornaram-se tão difíceis se relembrar...

sábado, 26 de janeiro de 2019

Meditações VI.

VI. 
Todo o sofrimento que existiu-se e se existe até este momento, sempre relaciona-se a falta de cuidado a qual eu falo por vezes com imenso desejo de ser entendido, me entristece muito ver por tantas vezes Gaia se contorcendo de dor e seus filhos morrendo. Todos sendo devolvidos a ela com imensa dor e desesperança, plantas, animais e humanos, mas muitos não tendo cumprido o seu dever de viver uma vida verdadeiramente humana, embora claro que o que seja verdadeiramente humano seja um tema discutível. Mas ao olhar a história existem-se personagens sejam das religiões ou mesmo históricos que tinham algo especial, um encanto que todas as pessoas olham para inspirar-se ao bem e isto meu ouvinte é a alma humana em excelência, quão grande é e foi nossa queda. 
Pois embora nós os modernos, sejam do oriente ao ocidente, acreditemos em muito sermos mais superiores, não nos tornamos muito mais morais que os medievais, ainda cometemos os mesmos atos de loucura e ira, ainda somos em essência a mesma coisa e isto é mais perturbador que qualquer inferno religioso. Mesmo que seja Satã, mesmo que seja Hel, mesmo a Izanami ou qualquer dos mais horríveis senhores e locais para o pós morte; para aqueles que renegam a essência, seja suas emoções ou alma, não importa o vocabulário, seja a energia ou mesmo auto-estima como se desmembram na linguagem, nem um destes é pior do que aqueles que não conhecem-se, a ignorância de si mesmo é o pior dos infernos.
Existem em nós, meus ouvintes, impressos no detalhe uma impressão do divino em nós, seja o Criador Judaico-Cristão, Prometeu, Oxalá, Os filhos de Borr, Rá, Guarani e Jaci, Quetzalcoati e tantos outros que os povos se relembram em suas histórias. Mas nós temos que por muitas vezes ter que relembrar-se disto, não importando a nós o sentido que enxergamos a isto, infelizmente estas histórias sempre foram para separar-nos, mas não precisamos agir agora deste modo, estamos mais próximos que os egípcios do alto e baixo Egito, numa rede em todo globo. Tenho visto tanta maravilha, coisas verdadeiramente boas ocorrendo por estas terras, pessoas novamente tentando nos mostrar que podemos de todo o modo sermos grandes seres, não importando crenças ou opiniões políticas, desde que estejam ligadas a boa intenção, isto é o pilar central do cuidado verdadeiro  junto a disciplina. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Saci Correndo.


No vento de pleno turbilhão se disfarça,
Rodopiando com um gorro misterioso,
Por este a nos espreitar o ser tão ardiloso
Tom vermelho de figura que se apressa,
Que tem impeto no agir malicioso,
De sentido se tem a vir pregressa,
Em interpretação que se professa,
Para muitos este é silencioso,
Vento rodopia na pegada de ser artioso,
A ludibriar em uma ação tão travessa,
Que o entendimento é tão ocioso,
Mas este têm sua intenção tão avessa,
Que a muitos na imaginação é tão possessa,
Pela visão de entendido ser criterioso,
Mas de seu sofrimento algo se confessa,
Relaciona-se fusão de algo até religioso,
De todas as formas em lugares relatar,
Em busca de entendimento deste ser,
Vindos de tempos que são de ensinar,
Conseguindo a muitos nos entreter,
No folclore que iremos algo colher,
De nossa história então algo a iluminar,
Para nossas origens temos que retroceder,
De nossos ancestrais de modo aos tocar. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Oráculo.


Ergue a espada em direção ao então astro solene, 
Seu cálice cheio de vinho da uva a se significar,
De algo na donzela que se vem a tão glorificar, 
A tentar então enxergar maravilha no olho perene, 

Ao erguer a lâmina se descer na velocidade ao chão,
De seus sussurros se dividem sentido pelos ouvidos,
No brilho de seus olhos se vem dúbia realidade contidos, 
Entendimento que se entenderá no fundo do coração, 

Que seus olhos se fixam nas constelações tão falantes,
Rodopiando-se em seus olhos as miríades celestes, 
Junto aos seres celestes em plena harmonia as partes, 
Dos tempos em seus olhos serem tão andantes,

Oh Oráculo,

Olhe agora minha estrada em direção ao infinito,
Pois quero alçar em exuberância tal sabedoria,
Caminhando-me de modo a conseguir maestria, 
O que devo fazer sendo no agora ser tão finito. 

domingo, 20 de janeiro de 2019

Bruxa a Voar.

Do sangue objeto se enfeitiça,
A ter então mágica substância,
De nossa imaginação se atiça,
A então carregar-se protuberância,
Lá que dos olhos luz se verniza,
Em dúbia união inocência e malícia,
De sua varinha que destino alça,
No seu cálice se une a profecia,
Do gato no olhar o viajar,
Mundo que lá veio nos ensinar.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Meditações V.

V.
Sabe que tenho ouvido falar sobre ti, em muitas coisas, mas sabe como as pessoas têm um prazer em falar mal dos outros, tente não incomodar-se com isto, pois é deste modo que entendemos quem temos por perto. Se as pessoas falam que os outros são arcaicos entende-se que estes agem como as pessoas de hoje, devemos entender como é o pensamento atual, que valores e sentidos, alguns reclamam sobre pessoas que amam estudar a ser algo ruim, devemos entender o motivo, se por medo de suas crenças serem atacadas a luz da ciência ou não, mas tudo com imenso discernimento e bom senso.
Se realmente tivéssemos bom senso, digo na virtude, acredito que teríamos como parte fundamental a preservação da natureza, onde nossas cidades estariam integradas a ela, mas estamos dependentes de remédio e com os pulmões negros de fumaça. Mas apenas digo a ti que se possível coloque a natureza dentro de tua casa, regue e com teu esforço limpe o ambiente, pois como os bebês que em ambientes mais perturbados choram a incomodar, com as plantas elas não florescem e murcham em pouco tempo. A maldade e as emoções afetam a delicada planta, dizem que alguns têm dedos verdes, mas veja meu ouvinte que aqueles que os têm são sempre pessoas de coração leve.
Se as plantas que são muito delicadas, semelhante deve ser  a nossa alma, pois somos criaturas que possuem o traço divino mais sutil e delicado que são as emoções, embora aqueles que a reneguem sofram de seus espinhos, são quando bem tratadas como o néctar que brindam os deuses do céu. Pois quando alguém está bem consigo, todos desfrutam de imenso privilégio e alegria, onde este néctar contamina a todos, tornando a todos em seus viveres um pouco mais felizes e os seus sofrimentos um pouco mais leves, acredito que este é um ótimo motivo, contamina-los com este fim. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Encontrar-me.

De meu coração ser cúmplice,
De suas trevas o conhecedor,
Sentimento manifesta elipse,
Forma cônica a ter esplendor,
De seus Sóis e Luas o eclipse,
De minha essência o redentor,
Nas minhas paixões ser tríplice,
A virtude a ser escondida no amor,
Lá q se misturam na laboriosa,
De desejo me ser tão tortuosa.

Versam poetas a nos entreter,
Em murmúrios tão inaudíveis,
Nós q vamos por política viver,
Choram os humanos irrepreensíveis,
A governadores de países depender,
Das multidões confusões divisíveis,
A eles que por nós foram outorgados poder,
Se submetem em alusivas torções possíveis,
Temos que se entregar a mútuas meditações,
Que resgatemos de nós os humanos corações.