quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Aprendiz Desiludido.

Tantas são as lágrimas,
Um riso sem alegria,
Tantas são as estimas,
Inverno que não esfria,

Há tanta raiva e frustração,
Longas e demoradas amanhãs,
Sempre sendo portador da condição,
Brigas consigo a ter tão vãs,

Um incômodo contínuo,
Cansado de olhar o espelho,
Olhar o ser tão ingênuo,
Como o filhote de coelho,

Ah! Quão sem significado é,
Minha palavra nesta rima,
Perdendo o símbolo do até,
Desencontro com obra prima,

Quero chora o que não chorei,
Há na minha fala apenas som,
Encontrar quem não encontrei,
Não tendo nenhum tom,

Me toquem a bela melodia,
O riso de quem eu amo,
Por esta eu sempre melhoraria,
Buscando afinal o bálsamo,

Tantas são as ditas falas,
Empregadas a quente ferro,
Tendo a carregas as malas,
Tendo que suportar o erro.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Buscando a Devoção.


Quero-me devotar a grande causa,
A algo que orgulha a eternidade,
Ideia de humanidade que se usa,
Sem se ver a fim a veracidade,

Este conceito que nos constitui,
Sem validade e só por acentuação,
Significado infinito que nos intui,
Sendo apenas oca e pia concisão,

Fala de sentido diverso,
Elevado a profanado símbolo,
Imagem intocada por verso,
Ignorado a se tornar ídolo,

Imagem excitada a fio,
Como cabresto a ser polido,
Coisa a ser emblema de trio,
Do amor de um homem doído,

Quero percorrer a Grécia,
Caminhar pela terra Inca,
Aprendendo tais peripécias,
Ter conhecimento que finca,

Tentar ser então fenício,
Se projetar novamente,
Devotar a este ofício,
Sendo convincentemente,

Quero-me apaixonar novamente,
Do olhar do ser mais ínfimo,
Da alma que falo especificamente,
Me descobrir dele ser primo,

Como Quíron ser educador,
Da ação de Enki famosa,
Curiosidade do Odin ser portador,
Ter de Salomão a prosa,

Por Xuanzang disciplinado,
Em Quetzalcoati ter salvação,
De Susano'o ser treinado,
Por Jibril a orientação,

De Guaraci o encanto,
Mauí portar o mistério,
Belbog o tom do recanto,
De Buda o critério. 

domingo, 23 de setembro de 2018

Yarilo a vir.

E se vem de além-mar o cavaleiro,
Montado em belo cavalo a vir,
Que sobre mar assombra marinheiro,
Vindo este após grande noite cair,

Filho de Perun da grande noite,
Que se renasce por todo ano,
Tendo a donzela que o aceite,
A se mover por ser soberano,

Por desejo lhe acontece morrer,
Traindo a próxima do coração,
Fazendo então terreno sofrer,
Sendo vida se ocultar a plantação,

Responsável é a de Yarilo rainha,
Coroada com tamanha responsabilidade,
Cuidado do rito que se detinha,
Prezando a máxima habilidade,

Que os amantes te imitam,
De teus amores com Morana,
Apesar das coisas que esfriam,
Buscar renovação tão insana.


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Canto de Exaltação.

Quero honrar a todos meus ancestrais,
Terem de mim o maior orgulho possível,
Ser o filho em excelência aos meus pais,
O melhor humano a ser hoje cabível,

Chorar por não ter amado mais,
Não ter vistos mais sorrisos e alegrias,
Dos outros ajudar a ter bons finais,
Negar a todos emoções tão frias,

Juro que quero amar de verdade,
Quero me sacrificaria por este amor,
Tentando encontrar na mocidade,
O perfume do amor no seu odor,

Como a palavra de meu verso,
Impregnada de um caloroso coração,
Queimando em alegria a berço,
O toque amoroso nesta canção,

Quero ter um coração humano,
Suspiro como a corsa por água,
Pois tenho sentimento romano,
Minha condição que deságua,

Ouça minha fala do antigo,
Desejo me voltar a santo rito,
Se acostumar é o tal perigo,
Não repetir a história do mito. 

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Ao Que Me Dedico?

Pelo que vale a pena no mundo sangrar?
Hoje o que é importante é sem valor,
Choroso é o culto a virtude a enfrentar,
Coisa verdadeira que a alma tenta impor,

Quero chorar e rir pelo verdadeiro amor,
Guerrear contra vício que tenho tanto ódio,
Não essa burrice que todos tentam impor,
Turbilhão sem vento e água do retórico lábio,

Onde mora o ser humano nisso tudo?,
Eu morreria e me sacrificaria por ele,
Embora eu o veja como ser tão mudo,
Suportaria o sofrimento na causa dele,

Se pelo menos o encontrasse,
Me pergunto ao que vale viver?,
A algo que eu assim alegrasse,
Só ao que com gosto fosse morrer,

Mas vejo pobreza de humanidade,
Insuportável por ele mesmo,
Tantos escravos de animalidade,
Tornando-se o ser tão enfermo,

Insulto foi o que eu fiz aos animais,
Os ofendi comparando aos humanos,
A estes tão traiçoeiros e brutais,
Tantos de vazios a sofríveis anos,

Oh Musa! Amada que consola meu coração!,
Não me deixe viver sem de ti encontrar,
Quero contigo erguer a mais bela canção,
Por ti sempre irei do verso cantar.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Refletindo Sobre Este Tempo.

Hoje é saboroso ao coração a negação,
Daqueles que na voz há a nós maldade,
Nos levando a separar-se por discussão,
Sendo da verdade a plena continuidade,

A coisa velada que inunda nossa idade,
Retorcendo e se desfazendo por vivida,
Impregnando em nós por nossa cidade,
Do vazio a deturpação a nos ser trazida,

Figura a ser ídolo no mais pio fascínio,
Retardo a calado por simples conduta,
Retratada a ser maculada por martírio,
Olhar de individuo que assim consulta,

Conceitos a falas de inúmeros tons,
Palavra cansada a ser tão repetida,
Sendo o maior escarnio a seus dons,
Imagem do coração a ser expelida,

Desejo que há a virtude se servir,
Mas esvaziada de básico peso,
Sem significado a humano cair,
Torna-se lugar de maior tropeço. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Canto I.

Ouça a plena voz do oculto,
Que fala o verso encantado,
Amado pela nossa alma cansada,
De tantos sabores do corpo vivo,
O dito culto do silêncio,
Que tantos fogem horrorizados,
Desejando fugir sem atrito,
Tornar-se a criatura atribulada,
Se perceber novamente cativo,
Abusado e violentado pelo vício.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Busca de Gosto.

Como a corsa que pranteia pelo gole,
Como o cervo que se treme pela sede,
Da fadiga o homem que perde o controle,
Por beber de água que se tanto pede,

Notável é o tamanho vazio,
Que do chorar não cede,
Sem consolo do corpo macio,
Voltar-se ao vazio excede,

Choroso é este momento,
Que tanto se repete,
Mas que se torna tormento,
Da vida que se compete, 

Querer voltar a coisa verdadeira,
Não se perder por alguma tentação,
Assim podendo erguer esta bandeira,
Tentando de tantos a aprovação,

Como o indigno golpe,
Da alma do humano,
Desejando o torpe,
Culpando o fulano,

Mas é só seguir labirinto,
Dando muitas voltas,
Podendo ser extinto,
Almas tão soltas,

Falando coisa com nada,
Sendo pior que o maluco,
Tendo mente tão maculada,
Se entendendo tão pouco,

Tendo no lábio tanto sabor,
Não sendo nada além de poeira,
Não significando nada a odor,
Perdendo a si por imensa bobeira,

Não se aguentando a existir,
Culpando o mundo por tudo,
Mas ele que se tem de oprimir,
De si mesmo se tornar mudo. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Nunca Vi Tanta Idiotice.

Nunca olhei os olhos de gente tão idiota,
Que grita e chora por tantas horas,
Mas sem sentido são seus dizeres a coisa torta,
Seus amores e ódios mais nojentos que bosta,

Estou cansado de ouvir tanta gente,
Desejo que agora Deus me leve,
Pois no humano não há o que preste,
Maldição do conhecimento que se teve,

Dê a vida em mim a quem querer,
Mas que faça coisa muito melhor,
Mais impacto que do verso escrever,
Assim nunca irei me opor,

Abruptos são os meus dizeres,
Envoltos do mais profano encanto,
Mutilando os tais prazeres,
Que muitos desejam ao pranto,

Estou disposto a morrer por coisa melhor,
Sacrificar meu sangue e alma pelo que importa,
Isto que neste tempo há muito pouco sabor,
Querendo atravessar por esta porta,

Quero tanto que se mostre a Sabedoria,
Que tantos morreram a tentar conseguir,
Sendo do humano a maior maestria,
Que futuramente tantos choraram a aderir,

Pois foi falada por bocas verdadeiras,
Cheias de humanidade e consciência,
Que erro não se esconde nas prateleiras,
Atormenta a opaca de existência,

Que tiveram a condição humana,
Tão verdadeira e incompreensível,
Se distorceu a coisa tão profana,
Que agora é coisa tão risível,

Quero que alguém me diga que há pelo que viver,
Não sendo os tão vazios discursos a se ouvir,
A humano nobre que me candidato a morrer,
Desejando a seu proposito sempre servir,

Oh! Musa de meu coração! Console a minha alma de tal deturpação!
Amada de minha alma! Que por teu destino nasci no mundo!
Não me deixes e não me negues o toque de teu manto!
Nasci e morrerei por ti! Agrada-te de meu serviço!
Sempre erguerei minha espada por teu amor!
Consola-me com o teu encanto!

domingo, 9 de setembro de 2018

O Ridículo Idolatra.

Bizarro é o que na imagem não vê o significado,
Não alcançando a essência da figura,
Assim nunca tendo da sua ignorância sacrificado,
Sendo plenamente a criatura burra,

Que ergue o altar a tal coisa,
Nunca se prontificado a ela,
Seja ela abstrata a coisa física,
De palavra a ser que desenha na tela,

É como o médico que diagnóstica,
Sendo o mesmo que não tem ensino,
Com cura falaciosa ele se prontifica,
Não sabendo sacrificar ao ser divino,

A poucos o conhecimento é sedução,
Citando a inúmeros nomes de crenças,
Fazendo de muitos homens formação,
Com tantos mestres entender a diferença,

Agrada a ser divino o sacrifício de vício,
Que mutila e atormenta aos de perto,
Sendo este sempre o melhor sacrifício,
De destruir este maldito o maior acerto,

Que todos os vivos deveriam celebrar,
Quando o humano a melhor se compromete,
Mesmo que ao melhor ele tenha que sangrar,
Mutilando ao ser demoníaco de dentro da pele,

Pois do vício e da ignorância é o nítido inferno,
Disfarçando o demônio no sabor do prazer,
Tendo a possível morada no ser humano,
Promovendo maluquice e ódio a fazer,

Que por má compreensão do que é bendito,
Viola e atormenta a humana dignidade,
Que infelizmente não é tão ensinado e dito,
Ficando velada por significado na subjetividade,

Pois falo somente do significado intimo,
Que se revira quando você o nega,
Mas o que há de melhor em você estimo,
Que toda crença sempre prega,

Sacrificar os defeitos para os nossos amados,
Ajudando-os a ser também coisa melhor,
Promovendo a virtude sem deixar acuados,
Não tendo quer ser humano o tal penhor,

Mas sonhar infinitamente com coisa além,
Tornar-se cúmplice da verdade,
Coisa que no mundo de hoje ninguém quase detém,
Tornar-se assim estimado por ter a verdadeira humanidade.