terça-feira, 14 de agosto de 2018

Amada.

Amor é o desejo que me dói tanto o peito,
Incomensurável e incognoscível a outro coração,
Embora o ser que cause isto não reconhece o feito,
Guardado no silêncio de uma simples ação,

Donzela a Anciã que me arde a alma,
Envolvida em um encanto que me desnorteia,
Como dos trovões as profundezas do mar é a calma,
Mas olhar o fundo de teus olhos me lisonjeia,

Te buscarei em meus sonhos minha querida,
Datado são meus versos como o meu sentimento,
Perdido no tempo como o saber da vida,
Redescobrindo da minha alma o encobrimento,

Só a violência e a malícia dos deuses me faz te esquecer,
Tu que és a rosa divina dos campos celestes,
Por átrio a axioma me sou te guardião até florescer,
Cuidarei de tuas pétalas com cuidado de sábios campestres.

Andarilho.

Por celeste me é a altura, mesmo que o deus invisível me fizeste o corpo por armadura, tendo em ligadura a alma nesta figura,
Cavaleiro que por louro e por mouro me morre o finito cordeiro, lançado sobre o altar do santo sepulcro o purificar do marginal olheiro,
Mesmo que por este sagrado vaso e por esta espada sacra me seja o apontar do caso, guardião ungido nesta safra,
Reviro no mistério de Delfos o paladar desta sacra palavra, envolvendo-me como o rei que dos deuses pergunta a arca alma,
Nem magista ou alquimista, seja este o magus a arcanus da fraude a falar do imenso deleite da graúna que nos saúda.

Orfismo.


Oh Orfeu! Busque a Eurídice nas trevas de Hades!
Tanto do sangue ao osso dos titãs me movem, mas é o pulsar do coração de Dionísio que desejo,
Direi nos hinos de Eumênides que sou iniciado na celebração de teu entusiasmo,
Mas como um mago que derrama por teu altar o leite e água me é nascido o ser de Zeus,
Embora aqueles que te veem hoje Dionísio vejam o entusiasmo como algo profano,
Somente os direi que sou buscador de teus altares e de seus gritos na flora a fauna,
Por Caronte caminharei até o trono do invisível com imenso do mundo despejo,
Faça emplasmo no coração de minha alma a se tornar como a um deus,
Me deixe ver esta lacuna a encontrar o tal engano.
Oh Orfeu! Busque a Eurídice nas trevas de Hades!

sábado, 11 de agosto de 2018

Atum.


Amado seja ti que és o Ser-Sem-Forma,
Gerador dos Universos,
Tu que és parte do Além-Deus, 
Todo e Tudo num ser único,
Infinito e Finito por ser partícula, 
Loucura e Sabedoria por transtorno, 
Por Bhagavan a Adão Kadmon te transforma, 
De Pangu a Ymir se é nos internos,
Criatura Infinita que permeia o tal finito mundo onírico,
Tua lei Perfeita que nos torna dispersos,
E como por mim e por tudo se deparo nos caminhos meus,
Tuas leis impostas na formula a teoria que do tentar de alguns articula,
Mas somente se chegam ao máximo de seu plano o contorno.

Rascunhos 1#



 Se caso não ficou claro no desenho acima são o Steven, Garnet, Pearl e Ametista.


quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A Vontade.

Me é vontade, aquilo que possuo por verdade, embebecido de face,
Desejo enlouquecido de te descobrir a cada rua a esquina,
Novamente, novamente e realmente aconteceria,
Me envergonho de teu sorriso tão radiante,
Não desejo agora rimar coisa alguma,
Somente lhe falar o que possuo o meu desejo,
Teu olhar é obra prima e me causa histeria, 
Por almejo de rotina a matina por uma. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

A Musa.

Minha Amada! Tão doce são teus lábios! Te guardo como a alma de meu corpo!
Tu que és guardada por Bastet em templos secretos,
Nem ditado por Aiwass poderia descrever a tua beleza,
Oh! Filha de Nuit que de teu corpo se mostram as belas estrelas,
Malditos sejam os que de ti guardam em seus corações tais desafetos,
Tu que é a mulher imaculada de minha alma,
Põe na minha mão sabedoria das palavras que de ti escrevo com destreza,
Minha Amada! Tão doce são teus lábios! Te guardo como a alma de meu corpo!
De tua vulva que saem os mortais e os deuses! Amada dos Aeons!
Por decretos te busco como a luz de minha proeza até perder as estribeiras,
Tu que protege as donzelas e por elas velas nas altas esferas,
Me seduz dos infernos aos paraísos do Egito a China,
Teu ser que possui aura tão fina e me é esperada aparecer nesta era.
Minha Amada! Tão doce são teus lábios! Te guardo como a alma de meu corpo!

Divino (Moralidade).

Me sinto como Jonas confuso,
E do rei de Nínive descubro o nome,
Pois embora A Palavra me seja renome,
Tento falar tão convincentemente como Samael,
Embora minhas palavras do sagrado seja a eles vazias como Belial,
Procuro lhes ensinar de modo tão sábio como Raziel,
E eles não entendem como ao homem vermelho que veio do Adamah,
Me preocupo de minha Nefesh entrar em desuso,
Por nove vezes oito clamarei a Deus no Kairos,
E assim manterei meu vôo para não cair das alturas como Ícaro,
Pois confesso que como é difícil a meus inimigos amar,
Me sinto as vezes a falar complexo como Nassim Haramein,
Embora meus inimigos eu crie como o Iron Man,
E me é difícil sair desta circundante bolha social,
Pois como Poseidon que por sua vontade bestial cria a Medusa,
Me vem Zeus e de Teseu que das maldades do Netuno que se reusa,
Sou complicado como o jovem Crowley,
Na extravagância como Valey.