Tão grandioso mestre, o qual tão prontamente construía o templo, operando pelo esquadro e compasso a máxima maestria. Em exatidão de belas formas, espaços concêntricos a se harmonizarem, gerando na maravilha de materiais diversos, os quais unidos foram no gerar a forma sublime que foi o Templo de Salomão.
Peço aos que gostaram do que lerem, compartilhem com um amigo, isto me faria eternamente grato a ti!
domingo, 6 de outubro de 2019
Hiram Abiff.
Tão grandioso mestre, o qual tão prontamente construía o templo, operando pelo esquadro e compasso a máxima maestria. Em exatidão de belas formas, espaços concêntricos a se harmonizarem, gerando na maravilha de materiais diversos, os quais unidos foram no gerar a forma sublime que foi o Templo de Salomão.
terça-feira, 3 de setembro de 2019
Dá-me o dom do Discurso Anansi.
Oh Kwaku Ananse, tu que dentre todos és o mais pequeno, caminha em direção ao perigo sem que esteja armado e volta-se sem o minimo arranhão. Por tua astúcia, os poderosos e sábios são feitos tolos, pois te menosprezam e te ridicularizam, onde tu aproveita-se disto, conseguindo dos deuses todas as maravilhas.
Deixe-me ter a tua hábil maestria ao tecer discursos e ao convencer até do improvável, tendo deles a máxima convicção.
Sei que dentre todos neste mundo vê que nós, somos ainda os mais menosprezados e diminuídos, mas dentre os de minha casa, sou eu o menor.
Dá-me tua exímia tecedura e cantarei a ti, ofertarei frutas e perfumas até que se findem os dias de minha vida. Ouve-me e dá-me voz.
sábado, 31 de agosto de 2019
O que é Arte? - #Reflexão.
Oh Apolo!
Oh Atena!
Oh Afrodite!
Oh Calíope!
Ajudem-me, conduzindo minhas palavras, não errando e nem mesmo ferindo o pensamento de ser nenhum.
A arte esta sendo conduzida pelo coração de seus feitores, onde embriagados de seus sentimentos e crenças, a inundam, dando forma a ela, lhe impregnando como a entendem, desejosos de seus sentimentos a embelezarem e lhe dão partes de sua alma. Carregam-na de seus conflitos, defeitos e virtudes, tornando-a impar e por outras vezes par, cheia de melodia e tons, mas tudo isto, origina-se pelos sons ou ruídos de seus corações.
Existem os que a entendem, exaltando-na como os antigos, mais bela que o possível, um cântico gigantesco, a beleza sendo mais bela que o natural, suas feições mais delicadas que o entendível, esta exaltação, exprime em tons de frustrações e lamentações uma desilusão. Como os poetas que escrevem grandes belezas sobre o amor, mesmo nunca tendo amado ou sido amado, mostram a idealização, este ponto de sonho, cheio de decepções, tristezas e dor. Mas encontram nos belos gracejos que exprimem, na linguagem possuindo uma intonação como cânticos, melodias e harmonias, palavras tão belas, uma forma de respiro, de aconchego e de escapismo em tormentos pela superestima que dão a dona Arte.
Enquanto existem outros que a exprimem, pelo modo como a enxergam, sentimentos tão corriqueiros e tão conflitantes, mas superficiais, cheios de ilusões e preconceitos. Formas de prazeres e dores que se mesclam, seus rostos cheios de confusão, somente possuem o entendimento de estarem o sentindo, expressando em meio aos turbilhões de sons, melodias e canções as sensações e emoções, mergulhando em seus próprios corações mais voltas e voltas. Dão eles a dona Arte um movimento continuo, mas superficial e muito sensível com um corpo muito ferido por tantas voltas.
Aos que se entregam a simplicidade do natural, suas curvas e tons, não possuindo qualquer diminuição ou aumento de qualquer beleza, nem mesmo qualquer movimento, tendem a gerar uma forma simples, sem paixões e também sem alma. Tão povoado pelo silêncio e pelo que suspeitam ser o equilíbrio, permanecendo, tendendo e pouco mudando, dão a bela dona Arte uma aparência muito esquecível e confortável.
E aos que a vestem com os extremos de seus sentimentos, lhe enfeitando com o caos de seus corações, fazem criações e destruições, tão volúveis como a Fortuna, fazendo ser confusa a dona Arte, lhe dando sensualidade e por vezes ao mesmo tempo do oposto. Sendo difíceis de entender-se, como se toda a lógica tende-se a ruir, colapsar e se desestabilizar, rodopiando nas confusões dos corações de seus devotos, estando diante desta dona Arte um corpo fantasmagórico e sem consistência.
domingo, 25 de agosto de 2019
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
Oh Sorte! Oh Fortuna! Oh Abundância!
Oh Sorte!
Oh Fortuna!
Oh Abundância!
Tão volúvel é,
Hora Generosa e Hora Maldosa,
Sorrindo sempre em cada ação,
Atormenta todos pelo seu desejo,
Os destrói com o poder que dá,
Faz os fortes se curvarem aos fracos,
Os ridículos terem mais razão que os sensatos,
Os maus serem soberanos,
E ainda tira deles o poder,
Os fazendo apodrecer,
Dá a todos tanto prazer,
Mas teu humor pode mudar,
Mais pior que o inferno será,
Para aqueles que te zangarem,
Divertindo-se com a mente de todos,
Fazendo-os sofrer e lamentar,
Hora,
Fazendo-os se alegrar e amar,
Ai de mim!
Ai de nós!
Ai de todos!
Por diante de ti estarmos todos nus,
Indefesos,
Nos oprime com a riqueza,
Nos oprime com a pobreza,
Todo prazer transforma em dor,
E toda a dor em prazer,
Oprimindo-nos tanto,
Beneficiando-nos tanto,
Derrama tua abundância,
Dolorosa e Prazerosa a nós,
Sempre nos subjugando,
Até que daqui partamos,
Em som cheio de melancolia.
Oh Fortuna!
Oh Abundância!
Tão volúvel é,
Hora Generosa e Hora Maldosa,
Sorrindo sempre em cada ação,
Atormenta todos pelo seu desejo,
Os destrói com o poder que dá,
Faz os fortes se curvarem aos fracos,
Os ridículos terem mais razão que os sensatos,
Os maus serem soberanos,
E ainda tira deles o poder,
Os fazendo apodrecer,
Dá a todos tanto prazer,
Mas teu humor pode mudar,
Mais pior que o inferno será,
Para aqueles que te zangarem,
Divertindo-se com a mente de todos,
Fazendo-os sofrer e lamentar,
Hora,
Fazendo-os se alegrar e amar,
Ai de mim!
Ai de nós!
Ai de todos!
Por diante de ti estarmos todos nus,
Indefesos,
Nos oprime com a riqueza,
Nos oprime com a pobreza,
Todo prazer transforma em dor,
E toda a dor em prazer,
Oprimindo-nos tanto,
Beneficiando-nos tanto,
Derrama tua abundância,
Dolorosa e Prazerosa a nós,
Sempre nos subjugando,
Até que daqui partamos,
Em som cheio de melancolia.
sábado, 10 de agosto de 2019
sexta-feira, 28 de junho de 2019
Dante e Virgílio.
Vi à dois homens que a um monte subiam, um vestido de um manto vermelho e outro com um manto branco, possuindo o de branco na sua cabeça a coroa de louros. Ao redor deles, subiam e desciam, homens e mulheres que sobre as costas grandes pedras traziam, os seus rostos caídos ao chão estavam. Viam Dante os perguntar, enquanto caminhando os acompanhava em conversa, estando Virgílio parado a observar, onde os pífios ventos do Purgatório faziam farfalhar as folhas do louro na cabeça.
segunda-feira, 10 de junho de 2019
sábado, 25 de maio de 2019
Provar do Proibido.
No momento que os mais belos lábios do fruto provaram, onde ao passar pelo palato e língua, percorrendo da garganta até o estômago, de toda a maravilha, em mínimo instante houve solene silêncio, carregado por todo o jardim de visível tormento e no sentir daquele que do proibido fruto provou, quando dos olhos abriram a ver em si mudança, o presente silêncio tornou-se em solene e unânime de todas as coisas em suspiro de total tristeza.
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